Comunicação a Serviço da Educação
Vanessa Vera do Nascimento
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urge na década de 70 a educomunicação, no entanto nos anos 50 e início dos anos 60 já se viam vestígios dela com o educador Paulo Freire[1], que utilizou o rádio em seu projeto nacional de alfabetização de jovens e adultos, através do MEB – Movimento de Educação em Base; ou seja, a educomunicação já existia, mas com denominações diferentes.
No Brasil, a educomunicação começa a se expandir através de estudos e pesquisas feitas pelo Professor Ismar Soares[2], que inicia colocando em prática todos os seus conhecimentos para o exercício da cidadania, através da utilização dos meios de comunicação em interação com as formas de saber. Com esse pensamento é que a USP (Universidade de São Paulo) e a UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) resolvem abrir um curso de graduação em Comunicação Social com habilitação em Educomunicação, sendo a UFCG pioneira no Brasil. A primeira turma de educomunicadores do país iniciou o curso no dia 02 de agosto de 2010 com uma programação especial, através da qual o corpo docente do curso explicou aos futuros profissionais o que é educomunicação.
A educomunicação é um campo que faz ligação não só da comunicação e educação, mas abrange também todas as áreas das ciências humanas.
O curso tem por objetivo formar um profissional crítico, com capacidade de ampliar a expressão das pessoas e mostrar que não existem mais monopólios da transmissão do saber, bem como que professor não é só mais um educador, mas também um educando.
O educomunicador é um profissional formado para ajudar a sociedade a lutar contra os seus problemas, como o da exclusão social, bem como ensiná-la a fazer uma leitura crítica das mídias, demonstrando que a grande mídia exerce um papel de dominação na formação da opinião pública.
Há projetos, como o Educom.rádio – ou Educomunicação pelas ondas do rádio –, que nos mostram a eficácia do uso da comunicação como forma de convivência social e para ajudar crianças, jovens e adultos a se conhecerem e juntos planejarem um futuro melhor para todos. Como vemos a educomunicação não nasceu em um espaço formal, mas no cotidiano das lutas sociais.
Vanessa Vera do Nascimento
(Graduanda em Comunicação Social – UFCG)